Béla Fleck & the Flecktones - São Paulo, 20/03/2007

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27 mars 2007, 3h20m


Foto: Rodrigo Simas

Tue 20 Mar – Béla Fleck and the Flecktones

Primeiro show. Ao entrar no auditório, já a surpresa com o tamanho do lugar. Eu já imaginava que seria bem intimista, por serem apenas 800 lugares, mas não achei que era daquele jeito. Qualquer cadeira era uma boa visão. Eu estava na fileira H, bem do lado direito do palco, e vi tudo perfeitamente. Passados uns 15 minutos da hora marcada, o quarteto subiu ao palco. Não dava ainda para acreditar que eu estava ali vendo Futureman (bateria, sintetizadores e voz), Jeff Coffin (saxofones, flauta e teclado), Béla Fleck (banjo) e Victor Wooten (baixo) a poucos metros de mim. Como já disse Dave Matthews: "the greatest band in the universe". Logo no primeiro show, pra já chocar de cara, Frontiers, Subterfuge (com direito a citação de Come Together), Amber Jack, Throwdown at the Hoedown, Roccoco... Antes de Over The Wall (ou Am Latin), Béla Fleck diz que tudo que eles precisavam naquele momento era um bandolim. Sobe então ao palco o mestre Hamilton de Holanda para se divertir (a palavra é exatamente esta!) com a banda. Para finalizar o show, a fantástica Big Country, mais uma vez com a participação do bandolinista brasileiro.

Terminado o primeiro show, hora de se recuperar. Em frente ao auditório, muita gente se juntava para o show das 21h. Foi o momento de um grande encontro de usuários da DMBrasil. Momento de conhecer várias pessoas que eu ainda não conhecia pessoalmente e rever pessoas fantásticas que eu já não via há algum tempo.

21h, o segundo show. Dessa vez, lugar já beeeeem melhor. Fileira C, em uma cadeira quase em frente ao meio do palco. E mais uma vez a banda já entra destruindo, prometendo um set list diferente do primeiro show. Nas próximas duas horas, maravilhas como Sunset Road (emocionante), P'lod in the House, Scratch & Sniff, Lover's Leap, Kaleidoscope e True North. Mais uma vez, o bandolim de Hamilton de Holanda brilhou em Over The Wall e Big Country. Acabada a segunda, quando todos achavam que o show terminaria como terminou o primeiFuturemanro, uma surpresa. The Sinister Minister. Não achava que eu veria essa pérola ao vivo. Na jam final, os irmãos Wooten (Victor Wooten e Futureman) ficam sozinhos no palco, drum and bass, transformado o fusion jazz em quase um progressivo. Victor Wooten brinca com seu baixo, o gira ao redor do corpo, arranca aplausos daquela platéia que, em sua maioria, estava lá para vê-lo.

Ao final de ambos os shows, a banda, em um belíssimo exemplo de humildade e respeito aos fãs, atendeu a todos os que gostariam de trocar algumas palavras, tirar fotos e pedir autógrafos.

No final das contas, dois shows inesquecíveis à bagatela de R$15,00 cada um. Posso dizer que vi quatro dos melhores músicos do mundo se divertindo, fazendo o que sabem melhor. Posso dizer que vi Béla Fleck rindo quando errou seu solo de banjo,Victor Wooten totalmente a sós no palco. Posso dizer que o vi tocando com o nariz. Posso dizer que vi Jeff Coffin - o grande destaque dos shows - tocando dois saxofones ao mesmo tempo. Posso dizer que vi Futureman destruir a bateria (e, literalmente, sua baqueta) com uma mão enquanto, com a outra, tocava sua invenção - o RoyEl, ou synthaxe drumitar. Posso dizer que vi Victor Wooten tocar Amazing Grace dando aula de virtuosismo no baixo. Posso dizer que vi uma banda que veio ao Brasil somente para tocar no país de Hamilton de Holanda. E posso dizer que o Hamilton não fez feio, arrancando aplausos de pé do auditório.

Músicas como Sojourn of Arjuna, Zona Mona, A Moment So Close, Sleeper, Let Me Be the One, Hoe Down e Stomping Grounds fizeram falta. E daí? Quando eles voltam? Não sei. Não tinha esperanças de que viriam nem ao menos uma vez ao Brasil, então, se voltarem, é lucro. Posso afirmar que lhes foi pedido para voltar e eles disseram que sim.

Texto também postado em http://zartjr.blogspot.com.

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