The White Stripes

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18 avr. 2010, 21h48m

(estarei atualizando o post com mais informações ao longo do tempo)




Formada em 1997 por Jack e Meg White (que, ao contrário do que alguns dizem, NÃO são irmãos - eles foram casados) nos EUA, The White Stripes é uma banda de rock alternativo com toques de blues, punk e country. Apenas os dois tocam, utilizando-se de uma guitarra conduzida por Jack e a percussão de Meg.

Um fato interessante sobre o duo é o fato deles utilizarem apenas as cores vermelho, branco e preto, seja nas capas dos álbuns, sejam na ambientação dos shows e suas roupas.

Quando Jack conheceu Meg, era ainda conhecido como Jack Gillis e já havia tocado em algumas bandas como Goober & The Peas, The Go e The Upholsterers. Meg trabalhava de garçonete num bar local, e eles se casaram em Setembro de 1996, e a partir de então Jack passou a usar o sobrenome de Meg, sendo agora chamado Jack White.

Enquanto Jack ainda continuou tocando em algumas bandas, Meg dedicou-se a aprender a tocar a bateria. Segundo o guitarrista, quando eles tocaram juntos pela primeira vez, ele se sentiu libertado. Logo eles tornaram-se a banda chamada The White Stripes, tocando publicamente pela primeira vez no dia 14 de Julho de 1997.

Passaram então a tocar na cena underground juntamente com outras bandas e lançaram seu primeiro single "Let's Shake Hands" em Fevereiro de '98 pela Italy Records, cujo dono Dave Buick havia conhecido a banda num bar. Em Outubro do mesmo ano eles então lançaram mais um single chamado de "Lafayette Blues". Em Março de '99 eles lançaram mais um, "The Big Three Killed My Baby", desta vez pela Sympathy For The Record Industry, mesmo selo que lançaria seu álbum de estreia.

Seu primeiro álbum foi lançado em Junho de 1999 e possui o mesmo nome da banda, The White Stripes.



The White Stripes, o álbum de estréia da banda, foi produzido pelo próprio Jack e também por Jim Diamond, baixista da banda The Dirtbombs e lançado pela Sympathy For The Record Industry. O álbum foi bem recebido pela crítica e marca o início da próspera carreira para a dupla.
Quanto às faixas, todas são cantadas com habilidade por Jack, e acompanhadas por uma guitarra que, apesar de muitas vezes ser simples, se encaixa bem - seja num tom mais próprio do Blues, seja sendo violenta com o Punk ou Metal, ou, ainda, mais Country.
No álbum eles tocam algumas feitas por outros artistas: "Stop Breaking Down" (faixa 2), por Robert Johnson; "One More Cup of Coffee" (faixa 13), feita por ninguém menos que o folk Bob Dylan, e "St. James Infirmary Blues" (faixa 17), originalmente de Joe Primrose.
O álbum me faz sentir dentro uma garagem ou em um bar, vendo a banda tocar sem compromisso. A variedade dos arranjos são atraentes. As letras das músicas, às vezes simples, por vezes passam a sensação de liberdade, de descompromisso, mas às vezes me colocam a pensar, como toda boa banda. Para mim uma das melhores do álbum é a faixa "Do", e também a "Screwdriver" (a guitarra do blues nessa faixa é muito boa).


Track Listing:
1: "Jimmy the Exploder" (2:29)
2: "Stop Breaking Down" (Robert Johnson) (2:20)
3: "The Big Three Killed My Baby" (2:29)
4: "Suzy Lee" (3:21)
5: "Sugar Never Tasted So Good" (2:54)
6: "Wasting My Time" (2:13)
7: "Cannon" (2:30)
8: "Astro" (2:42)
9: "Broken Bricks" (1:51)
10: "When I Hear My Name" (1:54)
11: "Do" (3:05)
12: "Screwdriver" (3:14)
13: "One More Cup of Coffee" (Bob Dylan) (3:13)
14: "Little People" (2:22)
15: "Slicker Drips" (1:30)
16: "St. James Infirmary Blues" (Joe Primrose) (2:24)
17: "I Fought Piranhas" (3:07)








O segundo álbum da banda, De Stijl foi lançado cerca de 1 ano depois, no dia 20 de Junho de 2000, também pela Simpathy For The Record Industry, produzido dessa vez apenas por Jack White.



De Stijl é um ótimo álbum da dupla, pois representa com maestria a combinação dos estilos Punk e Blues adotada pela banda. O álbum chegou à posição 38 da Billboard's Independent Albums no ano 2002.
O termo "De Stijl" significa "O Estilo" e é um movimento holandês de arte com a premissa de usar a simplicidade através apenas de formas retangulares. O guitarrista do duo sempre admirou esse movimento, inclusive dedicando o álbum a Gerrit Rietveld, um designer de mobília do movimento e que também fez o design de um prédio visitado pela dupla enquanto faziam uma turnê pela Holanda.
Este é o álbum anterior ao sucesso comercial da banda, White Blood Cells, e para mim é um dos mais importantes. Faixas como "You're Pretty Good Looking (for a Girl)", "Hello Operator", "Sister, do You Know my Name?" e "Why Can't You Be Nicer to Me?" definem muito bem a banda antes do álbum Elephant. Nesse álbum apenas duas faixas não foram escritas por eles, "Death Letter", de Son House e "Your Southern Can Is Mine", de Blind Willie McTell.
Pois bem, esse é um álbum que não deve ser desprezado apenas por ser o intermediário entre a estreia e o sucesso da banda, pelo contrário, ele possui um espaço único em sua discografia, que será, de certa forma, retomado em seu álbum de 2007 Icky Thump.


Track Listing:
1: "You're Pretty Good Looking (For a Girl) (1:49)
2: "Hello Operator" (2:36)
3: "Little Bird" (3:06)
4: "Apple Blossom" (2:13)
5: "I'm Bound to Pack It Up" (3:09)
6: "Death Letter" (Son House) (4:29)
7: "Sister, Do You Know My Name?" (2:52)
8: "Truth Doesn't Make a Noise" (3:14)
9: "A Boy's Best Friend" (4:22)
10: "Let's Build a Home" (1:58)
11: "Jumble, Jumble" (1:53)
12: "Why Can't You Be Nicer to Me?" (3:22)
13: "Your Southern Can Is Mine" (Blind Willie McTell) (2:29)










Após o pequeno sucesso gerado pelo segundo álbum, a banda lançaria, no dia 3 de julho de 2001 e novamente pela Sympathy for the Record Industry, o álbum que traria o sucesso definitivo: White Blood Cells. Esse álbum foi re-lançando um ano depois pela V2 Records, uma gravadora de porte maior.



White Blood Cells traz para o duo uma roupagem um pouco mais pesada e suja, com todas as características do rock de garagem. Não é um álbum realmente inovador - mas a dupla revive o bom rock com maestria. O álbum contém 16 faixas (a edição japonesa tem 18), todas de autoria da dupla.
A bateria de Meg, apesar de muitas vezes primitiva, adiciona uma grande força ao álbum. A guitarra de Jack continua incrível, às vezes gritando alto e bastante distorcida. Em algumas partes também há a presença de um piano ou orgão tocado também pelo guitarrista.
As faixas possuem em geral uma temática ao que me parece de amor - às vezes distante ou às vezes perto, meio inconstante. Faixas que se destacaram para mim: "Hotel Yorba", com uma cara mais de country; "Fell in Love With a Girl", que para mim foi uma das faixas da banda com maior poder de te fazer balançar a cabeça; "We're Going to Be Friends", por ser mais calma e inocente; e "This Protector" que traz apenas Jack e seu piano.
É mais um álbum incrível feito pela banda, com momentos pesados e mais leves, com uma temática próxima e distante, e que representa a inconsistência de relações - às vezes quase perdidas. Não é à toa que trouxe para a banda a merecida fama, embora eu particularmente ainda prefira o álbum anterior e sua "Hello Operator".


Track Listing:
1: "Dead Leaves and the Dirty Ground" (3:04)
2: "Hotel Yorba" (2:10)
3: "I'm Finding It Harder to Be a Gentleman" (2:54)
4: "Fell in Love with a Girl" (1:50)
5: "Expecting" (2:03)
6: "Little Room" (0:50)
7: "The Union Forever" (3:26)
8: "The Same Boy You've Always Known" (3:09)
9: "We're Going to Be Friends" (2:22)
10: "Offend in Every Way" (3:06)
11: "I Think I Smell a Rat" (2:04)
12: "Aluminum" (2:19)
13: "I Can't Wait" (3:38)
14: "Now Mary" (1:47)
15: "I Can Learn" (3:31)
16: "This Protector" (2:12)












Em 2001/2002, Jack também produziu uma compilação de músicas de diversas bandas de Detroit. O álbum, gravado na casa de Jack White, levou o nome de "The Sympathetic Sounds of Detroit", e foi lançado pela Sftri, com as bandas: The Paybacks, The Dirtbombs, The Hentchmen, Ko & The Knockouts, Come ons, Soledad Brothers, The Von Bondies, The Buzzards, The Detroit Cobras, Bantam Rooster, Clone Defects e obviamente, The White Stripes.
Nesse álbum a dupla gravou "Red Death at 6:14":



No ano seguinte, 2003, a banda lançou mais um disco, Elephant, que marca a estreia da dupla em um selo de maior porte, a V2 Records. Esse foi o primeiro álbum deles que alcançou o topo das paradas no Reino Unido, e Top 10 nos EUA.



Talvez mais complexo que seus antecessores, o quarto álbum soa mais sombrio também. Ainda há a pegada de blues, a guitarra agressiva e as composições atraentes, mas a banda parece ter tomado um rumo diferente nesse álbum. É um álbum apelativo para o rádio, com várias faixas que chamam a atenção.
A variedade aqui, entretanto, ainda se faz presente - o que se é esperado pelos fãs da banda, e que é algo bom. A sincronia entre a guitarra de Jack e a percussão de Meg estão incríveis aqui, com a guitarra entrando nos momentos mais precisos e a bateria levando violentamente a melodia.
Uma das coisas que eu gosto nesse álbum é o fato de Meg fazer o vocal de uma faixa - "In the Cold, Cold Night" e exatamente o peso do álbum, que realmente parece um "Elefante" - passando por cima de tudo com suas melodias.
"Seven Nation Army" é a música mais conhecida da dupla, e é interessante porque em partes a guitarra de Jack parece mais um baixo. "Black Math" é uma faixa certamente pesada/explosiva, enquanto "There's No Home for You Here" retoma um pouco a cara do álbum anterior, com o tema dos relacionamentos confusos.
"I Just Don't Know What to Do With Myself" tambem segue essa linha, mas mantendo a "roupagem" das músicas novas - Aqui, Jack parece frustado com algum amor (Detalhe: O vídeo dessa música com a presença de Kate Moss, e foi proibido em alguns países). "In the Cold, Cold Night", como disse, apresenta Meg cantando, e é mais calma que as anteriores.
Bom, outras faixas a serem destacadas são "Ball and Biscuit", uma música de 7 minutos e 19 segundos, e que é uma das melhores do álbum. "Well It's True We Love One Another" também merece destaque porque a Meg entra cantando no meio, e porque conta com a participação de Holly Golightly.
É um bom álbum, e várias pessoas o tem como o favorito do The White Stripes. Recomendo, mas acho que a banda possui álbuns melhores.


Track Listing:
1: "Seven Nation Army" (3:51)
2: "Black Math" (3:03)
3: "There's No Home For You Here" (3:43)
4: "I Just Don't Know What to Do With Myself" (Burt Bacharach, Hal David) (2:46)
5: "In the Cold, Cold Night" (2:58)
6: "I Want to Be the Boy to Warm Your Mother's Heart" (3:20)
7: "You've Got Her in Your Pocket" (3:39)
8: "Ball and Biscuit" (7:19)
9: "The Hardest Button to Button" (3:32)
10: "Little Acorns" (Mort Crim, Jack White) (4:09)
11: "Hypnotise" (1:48)
12: "The Air Near My Fingers" (3:40)
13: "Girl, You Have No Faith in Medicine" (3:17)
14: "Well It's True That We Love One Another" (2:42)














...(Continua)...

Commentaires

  • Julietary

    excelente post!!

    24 avr. 2010, 15h13m
  • Pacjack

    Good post, too bad it's not in English ;)

    13 mai 2010, 13h00m
  • BinaGesser

    Cara que post bom! Parabéns, queria poder expressar meus sentimentos em relação a uma banda de modo tão inovador como você fez aqui! ^^

    27 mars 2014, 11h55m
Voir les 3 commentaires
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